Todos os grãos de café Todos os grãos de areia Todas as ondas da maré Todas as casas da aldeia Passei por todo o lado Digo bom dia ao vizinho Oiço um belo fado E sigo o meu caminho Já a chegar ao doce lar Começo a trabalhar O marido vem ajudar Dois apaixonados a cozinhar É o que eu quero Mas não é no presente É pelo que espero Mas infelizmente, estou bem ciente De que não é um mar de rosas De que não sou eu quem decide De que tenho de fechar portas De que nada coincide Uma espécie de rotina É tudo sempre igual É pior que o programa da Cristina Não me levem a mal Pensei ter sido feita para cantar, para atuar Mas escrever também não parece nada mau Afinal fui feita para orar, para adorar Já subi mais um degrau